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Nada impedirá a reunificação da China
2022-08-13 04:43

Nada impedirá a reunificação da China

Tian Min, Cônsul-Geral da China no Rio de Janeiro

No livro branco intitulado "A questão de Taiwan e a reunificação da China na nova era", lançado poucos dias atrás, o governo chinês reitera o fato histórico e o status quo dessa questão, reafirma a determinação e o compromisso do Partido Comunista e do povo chinês em relação à reunificação nacional e apresenta a posição e as políticas do Partido Comunista e do Governo Chinês para alcançar esse objetivo na nova era.

Existe no mundo apenas uma China, da qual Taiwan é parte inalienável. O governo da República Popular da China é o único governo legítimo que representa o país. Trata-se de um consenso consagrado pela Resolução 2758 da Assembleia Geral da ONU e um fato indiscutível sustentado pela história e pela lei. O princípio de Uma só China é reconhecido pela comunidade internacional como uma norma basilar que rege os relacionamentos internacionais, assim como uma premissa no estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e 181 países.

O Partido Comunista da China (PCCh), comprometido com a missão histórica de resolver a questão de Taiwan e realizar a reunificação nacional, reúne as forças dos dois lados do Estreito de Taiwan para diminuir a tensão e o confronto, buscando um caminho de desenvolvimento pacífico das relações. Com a atuação do PCCh, essas relações conheceram grandes avanços nas últimas sete décadas, sobretudo desde o fim do isolamento entre os dois lados do Estreito. Graças a parcerias mais amplas e interações mais intensas, compatriotas de ambos os lados do Estreito, principalmente os de Taiwan, vêm usufruindo de benefícios tangíveis. Sob a liderança do Partido, o povo chinês começou já a trilhar uma nova trajetória rumo à construção do estado socialista amplamente modernizado. Jamais estivemos tão próximos, confiantes e capazes de alcançar a meta da revitalização da nação e o objetivo de reunificação completa da pátria.

A nova rodada de tensões e desafios severos no Estreito de Taiwan deve-se, fundamentalmente, às contínuas provocações feitas pelas autoridades de Taiwan e dos EUA, na tentativa de mudar o status quo. As autoridades do Partido Democrático Progressista de Taiwan recusam-se a reconhecer o Consenso de 1992, que incorpora o princípio de Uma só China, e fazem de tudo para viabilizar uma “dessinicização e uma independência progressiva. Além disso, incitam a hostilidade contra a parte continental e conspiram com forças externas para engajar-se em atividades secessionistas na arena internacional. Já as forças externas lideradas pelos Estados Unidos intensificaram seus esforços para "conter a China por meio de Taiwan", traíram os compromissos assumidos e vêm distorcendo, obscurecendo e esvaziando o princípio de Uma só China, de modo a encorajar as atividades separatistas em busca da "independência de Taiwan". Apesar das repetidas advertências da China, Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, fez uma visita a Taiwan no início deste mês. O ato viola seriamente o princípio de Uma só China e as disposições dos três comunicados conjuntos China-EUA, abala gravemente a base política das relações bilaterais, infringe a soberania e a integridade territorial da China e mina a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan, induzindo as forças secessionistas a um erro grave. O governo chinês se opõe firmemente ao separatismo e à interferência de forças externas, e jamais deixará qualquer espaço para isso aconteça. Nenhuma força nem ninguém deve subestimar a determinação, a vontade e a capacidade do povo chinês na defesa da soberania e da integridade territorial. É vã qualquer tentativa de separar Taiwan da China. Nada nem ninguém será capaz de impedir a reunificação da China.

A reunificação pacífica e "um país, dois sistemas" são os princípios básicos para resolver a questão de Taiwan e a melhor forma de concretizar a reunificação, porque levam em conta as realidades de Taiwan e propiciam a estabilidade de longo prazo em Taiwan após a reunificação. Trata-se de uma solução pacífica, democrática, de boa vontade e benefícios mútuos. Trabalharemos com a maior sinceridade e os melhores esforços para alcançar a reunificação pacífica. Mas não abriremos mão do uso da força e reservaremos a opção de tomar todas as medidas necessárias. Isso visa a nos proteger contra interferências externas e atividades separatistas. De forma alguma tem como alvo nossos compatriotas de Taiwan. Uma abordagem não pacífica seria o último recurso adotado em circunstâncias imperiosas.

A reunificação pacífica do país estabelecerá novas bases para o progresso da China, trará enormes oportunidades e maior espaço para o desenvolvimento socioeconômico, e assegurará os interesses dos compatriotas de Taiwan. A reunificação da China beneficiará não apenas a própria nação, como também todos os povos e a comunidade internacional como um todo. Ao invés de prejudicar os interesses legítimos de outros países, incluindo quaisquer interesses econômicos que possam ter em Taiwan, isso viabilizará mais oportunidades de desenvolvimento todos os países do mundo, incluindo o Brasil. A reunificação da China trará um impulso positivo ainda maior para a prosperidade e a estabilidade na Ásia-Pacífico e o resto do globo, além de contribuir para uma comunidade global de futuro compartilhado, a paz e o desenvolvimento mundiais e o progresso humano.

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